Parágrafo 175 é um documentário lançado em 2000, narrado por Rupert Everett e mostra depoimentos de alguns sobreviventes que foram presos por homossexualidade nos termos do parágrafo, durante o Regime Nazista.
Direção: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Roteiro: Sharon Wood
Gênero: Documentário
Produção: Reino Unido, Alemanha, EUA - 2000
Duração: 81 min
Nota: entre 1933 e 1945, 100.000 homens foram presos por força do § 175. Durante seus doze anos de existência, o governo nazista alemão autorizou a castração de centenas de gays e enviou cerca de 15 mil aos campos de concentração, onde muitos foram assassinados ou morreram de fome e doenças. Poucos sobreviveram e ainda tinham medo de declarar o motivo de sua deportação por conta dos empecilhos sociais, familiares e de trabalho que viriam em seguida a um testemunho desta natureza. Para muitos deles, o retorno à liberdade significava uma autocensura diante de uma legislação hostil, período em que a grande maioria se exilou no anonimato. Em 1969, revogaram alguns dispositivos do Parágrafo 175. A rigidez da lei foi atenuada em 1973 e finalmente revogada em 1994, com a reunificação da Alemanha.
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| Pierre Seel |
Memorial às Vítimas Homossexuais do Nazismo
Como se estivesse olhando através de uma janela, o observador vê uma cena de filme em preto e branco: dois homens se beijando projetados no interior de um bloco retangular de concreto de cerca de quatro metros de altura.
Num misto de instalação e escultura, o duo de artistas Michael Elmgreen e Ingar Dragset projetou o memorial dos homossexuais perseguidos pelo regime nacional-socialista, inaugurado em Berlim (maio/2008).
Localizado em frente ao Memorial do Holocausto, a forma retangular do novo monumento dialoga com as colunas cinza retangulares do memorial aos judeus assassinados pelo regime de Hitler.
Além de honrar as vítimas perseguidas e mortas pelos nazistas, a Alemanha deseja, com este monumento, manter acordada a lembrança da injustiça e estabelecer um sinal duradouro contra a intolerância, a hostilidade e a exclusão de gays e lésbicas, explicam os dizeres ao lado do novo memorial.
Devido à sua história, a República Federal da Alemanha tem a especial responsabilidade de se posicionar, decididamente, contra as agressões aos direitos humanos de gays e lésbicas, lê-se na placa do memorial.
O último sobrevivente dos Triângulos Rosas, Rudolf Brazda, homossexual internado em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, morreu em agosto de 2011, em Bantzenheim, leste da França.
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| Rudolf Brazda |






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